domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sauvignon Blanc (N.Zelandia vs Chile)


No último dia 17, 5ª feira, estivemos no Rosmarino, para mais uma grande degustação. Com a presença de 8 confrades e a contribuição do nosso confrade João Paulo que apesar de não ter podido comparecer nos enviou o seu vinho, degustamos nove exemplares de Sauvignon Blanc, sendo 5 Neo Zelandeses e 4 Chilenos. O menu, como de costume, escolhido pelo nosso confrade Paulo Sampaio estava excelente.

Os vinhos harmonizaram de forma excepcional com o menu escolhido..

Couvert: Bruscheta de Tomate, pães especiais da casa, chèvre al huille, relish de pepino e manteiga

Entrada: Salmon com sour cream e pimenta rosa.

Prato principal: Anchova negra na manteiga, vinho branco, alcaparras e azeitonas verdes.

Sobremesas: Creme brulée ao limão siciliano, tarte tatin com sorvete de canela, torta de nozes e mel com sorvete de creme, sorvete de coco com baba de moça ou terrine de frutas frescas.

O ambiente, a comida e o serviço, acima de tudo, estavam excelentes, como de costume.

Como dito acima, a degustação contou com nove vinhos, sendo que cinco deles Neo Zelandeses e quatro Chilenos, com níveis alcoólicos variando entre 13 e 14%, sendo que a grande maioria apresentou 13,5%.










A seguir uma breve descrição dos vinhos degustados:

Terrunyo 2006      
Produtor: Concha y Toro  
País/Região: Chile/Casablanca    
Graduação alcoolica: 13.5%        
         
Cipreses 2009       
Produtor: Casa Marin        
País/Região: Chile/San Antonio  
Graduação alcoolica: 13.5%        
         
Nautilus 2006        
Produtor: Nautilus Estate  
País/Região: Nova Zelandia/Malborough
Graduação alcoolica: 13.5%        
         
Laurel 2005 
Produtor: Casa Marin        
País/Região: Chile/San Antonio  
Graduação alcoolica: 14% 
         
Jane Hunter 2009 
Produtor: Hunter's  
País/Região: Nova Zelandia/Malborough
Graduação alcoolica: 13.5%        
         
Framingham 2008 
Produtor: Framingham      
País/Região: Nova Zelandia/Malborough
Graduação alcoolica: 13% 
         
The Infame Goose 2009  
Produtor: Wild Rock        
País/Região: Nova Zelandia/Malborough
Graduação alcoolica: 13.5%        
         
Terrunyo 2006      
Produtor: Concha y Toro  
País/Região: Chile/Casablanca    
Graduação alcoolica: 13.5%        
         
Paretai 2006         
Produtor: Matua     
País/Região: Nova Zelandia/Malborough
Graduação alcoolica: 13.5%        

O vinho mais antigo foi o Laurel 2005 da Casa Marin, que  apesar do maior teor alcoolico já apresentava uma acidez mais reduzida em função da idade. Alem deste, tivemos 4 vinhos da safra 2006, um da safra 2008 e tres da safra 2009.

Vinhos degustados










Os Sauvignon Blanc são vinhos com personalidade forte, bastante secos e com excelente acidez. Os sabores e aromas encontrados com maior freqüência são os herbáceos e minerais, apesar de apresentarem tambem algo floral e frutado, menos intenso. Os vinhos degustados estavam muito agradáveis de ser bebidos.

O painel apresentou resultados bastante consistentes, entretanto em função de dois confrades terem trazido o mesmo vinho, o Terrunyo 2006, tivemos uma divergência entre as duas garrafas degustadas às cegas, uma em primeiro lugar e a outra em oitavo. A garrafa degustada no início, ficou em terceiro lugar e a outra em último lugar. A segunda amostra foi selecionada como o pior vinho por 3 confrades, ao contrario da anterior que foi escolhida o melhor e o segundo melhor por dois outros confrades.

O segundo melhor vinho do painel, empatado com o primeiro em pontos, foi o Nautilus 2006, considerado o melhor vinho por dois confrades e o segundo melhor por outros dois.

O Campeão da noite, foi um excelente Neo Zelandes, o The Infame Goose 2009, importado pela Decanter, que ficou em primeiro lugar para três confrades e em segundo para outros dois.









Vejam os resultados completos abaixo.












O nosso próximo encontro será no dia 17 de Março, quando degustaremos Rioja Gran Reserva com mais de 8 anos. Até lá....




sábado, 5 de fevereiro de 2011

Sauvignon Blanc: História, Clima e Geografia

History

The Sauvignon Blanc grape traces its origins to western France in the Loire Valley and Bordeaux Regions. At some point in the 18th century, the vine paired with Cabernet Franc to parent the Cabernet Sauvignon vine in Bordeaux. In the 19th century, plantings in Bordeaux were often interspersed with Sauvignon vert (In Chile, known as Sauvignonasse) as well as the Sauvignon Blanc pink mutation Sauvignon Gris. Prior to the phylloxera epidemic, the insect plague which devastated French vineyards in the 19th century, these interspersed cuttings were transported to Chile where the field blends are still common today. Despite the similarity in names, Sauvignon Blanc has no known relation to the Sauvignon Rosé mutation found in the Loire Valley of France.

The first cuttings of Sauvignon Blanc were brought to California by Charles Wetmore, founder of Cresta Blanca Winery, in the 1880s. These cuttings came from the Sauternes vineyards of Château d'Yquem. The plantings produced well in Livermore Valley. Eventually, the wine acquired the alias of "Fumé Blanc" in California by promotion of Robert Mondavi in 1968. The grape was first introduced to New Zealand in the 1970s as an experimental planting to blended with Müller-Thurgau.

Climate and geography

Vineyards in Sancerre will often plant roses around Sauvignon Blanc vines as an early detector of powdery mildew.

The Sauvignon Blanc vine often buds late but ripens early, which allows it to perform well in sunny climates when not exposed to overwhelming heat. In warm regions such as South Africa, Australia and California, the grape flourishes in cooler climate appellations such as the Alexander Valley area. In areas where the vine is subjected to high heat, the grape will quickly become over-ripe and produce wines with dull flavors and flat acidity. Global warming has had an effect on the Sauvignon Blanc grape, with the rising global temperatures causing farmers to harvest the grapes earlier than they have in the past.

The grape originated in France, in the regions of Bordeaux and the Loire Valley. Plantings in California, Australia, Chile and South Africa are also extensive, and Sauvignon Blanc is steadily increasing in popularity as white wine drinkers seek alternatives to Chardonnay. The grape can also be found in Italy and Eastern Europe.

Fonte: Wikipedia

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sauvignon Blanc


Sauvignon Blanc is a green-skinned grape variety which originates from the Bordeaux region of France. The grape gets its name from the French word sauvage ("wild") and blanc ("white") due to its early origins as an indigenous grape in South West France. It is now planted in many of the world's wine regions, producing a crisp, dry, and refreshing white varietal wine. Conversely, the grape is also a component of the famous dessert wines from Sauternes and Barsac. Sauvignon Blanc is widely cultivated in France, Chile, Australia, New Zealand, South Africa, Brazil, Moldova and California.

Depending on the climate, the flavor can range from aggressively grassy to sweetly tropical. Wine experts have used the phrase "crisp, elegant, and fresh" as a favorable description of Sauvignon Blanc from the Loire Valley and New Zealand. Sauvignon Blanc, when slightly chilled, pairs well with fish or cheese, particularly Chèvre. It is also known as one of the few wines that can pair well with sushi.

Along with Riesling, Sauvignon Blanc was one of the first fine wines to be bottled with a screwcap in commercial quantities, especially by New Zealand producers. The wine is usually consumed young, as it does not particularly benefit from aging, except for some oak-aged Pessac-leognan and Graves from Bordeaux that can age up to fifteen years. Dry and sweet white Bordeaux, typically made with Sauvignon Blanc as a major component, is the one exception.

Fonte: Wikipedia

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Riesling ao Redor do Mundo

Na última 5ª feira, dia 20, estivemos no Rosmarino, para a nossa primeira degustação de 2011. Uma excelente degustação, com 8 exemplares de riesling de excelente qualidade, sendo um Chileno, um Australiano e seis Alemães. O menu, como de costume, escolhido pelo nosso confrade Paulo Sampaio estava excelente.

Os vinhos harmonizaram de forma fantástica com o menu escolhido.

Couvert: Pães especiais da casa, chèvre al huille e relish de pepino.

Entrada: Taglioline na manteiga com bottarga.

Prato principal: Badejo em crosta de castanha de caju com palmito e batatinhas grisette ao sal grosso e alecrim.

Sobremesas: Creme brulée ao limão siciliano, tarte tatin com sorvete de canela, torta de nozes e mel com sorvete de creme, sorvete de coco com baba de moça ou terrine de frutas frescas.

O ambiente e a comida estavam fantásticos.

A degustação contou com oito excelentes vinhos, sendo que dois deles eram do mesmo produtor, porem de safras diferentes, com níveis alcoólicos variando entre 11,5 e 13,5%


A seguir uma breve descrição dos vinhos degustados:

Zeltinger Sonnenuhr 2007         
Produtor: Selbach Oster   
País/Região: Alemanha/Mosel     
Graduação alcoolica: 11.5%        
         
Kiedrich Gräfenberg 2008        
Produtor: Robert Weil      
País/Região: Alemanha/Rheingau
Graduação alcoolica: 13.5%        
         
Casa Marin Miramar 2008         
Produtor: Casa Marin        
País/Região: Chile/Lo Abarca/San Antonio      
Graduação alcoolica: 12.5%        
         
Riesling 2005        
Produtor: Dr. Bürkin Wolf 
País/Região: Alemanha/Pfalz      
Graduação alcoolica: 12.5%        
         
Schloss Böckelheimer Felsemberg 2008       
Produtor: Dönnhoff
País/Região: Alemanha/Nahe      
Graduação alcoolica: 12% 
         
Iphofer Julius-Echter-Berg 2004         
Produtor: Hans Wirsching 
País/Região: Alemanha/Franken  
Graduação alcoolica: 13% 
         
Charta 2005
Produtor: Robert Weil      
País/Região: Alemanha/Rheingau
Graduação alcoolica: 11.5%        
         
Hanlin Hill 2008    
Produtor: Petaluma
País/Região: Auistralia/Claire Valley     
Graduação alcoolica: 12.5%        

Vinhos degustados


Os Riesling são bastante característicos e quando de boa procedência, tem uma boa capacidade de guarda. Os vinhos degustados rasoavelmente alcoólicos e muito agradáveis de ser bebidos. São vinhos geralmente amarelo palha cláro, levemente esverdeado, com sabor de frutas, como maracujá e abacaxi, e um mineral bastante presente. No nariz, pudemos perceber aromas minerais, alem de borracha e querosene, bastante característicos destes vinhos.

O painel apresentou resultados bastante diversos, sendo que o vinho que ficou em último lugar, o Kiedrich Gräfenberg 2008, foi escolhido o melhor vinho para um confrade, o segundo melhor para outro e o pior para outros 3. O segundo melhor vinho da noite, o Iphofer Julius-Echter-Berg 2004, foi considerado o melhor por um confrade e o segundo melhor por outros três.

O Campeão da noite, foi um excelente exemplar da região do Mosel, o Zeltinger Sonnenuhr 2007, importado pela Vinci, que ficou em primeiro lugar para cinco confrades e em segundo para mais um.


Vejam os resultados completos abaixo.


No nosso próximo encontro, no dia 17 de Fevereiro, quando degustaremos Sauvignon Blanc (N.Zelandia vs Chile). Até lá....

domingo, 23 de janeiro de 2011

Agenda 2011

20/Janeiro           Riesling ao redor do mundo
17/Fevereiro        Sauvignon Blanc (N.Zelandia vs Chile)
17/Março             Rioja Gran Reserva com mais de 8 anos
14/Abril               Douro Reserva
19/Maio               Chianti Classico DOCG Riserva
16/Junho             Bordeaux: Margem Esquerda vs Margem Direita
21/Julho              Brunello di Montalcino (mais de 10 anos)
18/Agosto            Ícones do Mundo
(Ch. Margaux, Barca Velha, Sassicaia, Vega Sicilia, Opus One, etc.)
15/Setembro        Barolo
20/Outubro          Merlots da America do Sul acima de R$ 100
17/Novembro       Bourgogne Pinot Noir (2003 a 2005)
15/Dezembro       Espumantes Tops do Mundo
                           (Champanhes, Cavas, Franciacorta etc.)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Riesling


Riesling é uma casta de uva branca que se originou na região do Reno na Alemanha. É uma variedade aromática exibindo aromas florais, quase perfumado, com acidez elevada. É usada para fazer vinhos brancos secos, semi-doces, doces e espumantes. Os vinhos Riesling são geralmente varietais e raramente passam por carvalho. Em 2004, a Riesling foi estimada como a 20ª variedade mais cultivada no mundo, com 48.700 hectares, e tendência de crescimento, mas em termos de importância para os vinhos brancos de qualidade, é geralmente incluída entre as tres mais importantes, juntamente com Chardonnay e Sauvignon Blanc. A Riesling é uma variedade que é altamente influênciada pelo terroir, significando que o carácter dos vinhos Riesling é claramente influenciado pelo lugar do vinho de origem.

Em 2006, a Riesling foi a variedade mais cultivada na Alemanha, com 20,8% e 21.197 hectares, e na região francesa da Alsácia, com 21,9% e 3.350 hectares. Há também significativas plantações de Riesling, na Áustria, Luxemburgo, norte da Itália, Austrália, Nova Zelândia, Finger Lakes, EUA, Canadá, África do Sul, China e Ucrânia. Nos países onde é cultivada, a Riesling é mais comumente cultivadas em regiões e localidades mais frias.

Fonte: Wikipedia

domingo, 21 de novembro de 2010

Chateauneuf du Pape

Na última 5ª feira, dia 18, estivemos no Rosmarino, para uma de nossas últimas degustações de 2010. Uma excelente oportunidade em que degustamos seis grandes exemplares de Chateuneuf du Pape. O menu, novamente escolhido pelo nosso confrade Paulo Sampaio estava excelente, como de costume.

A harmonização dos vinhos com o menu escolhido foi primorosa..

Couvert: Pães especiais da casa, chèvre al huille e relish de pepino.

Entrada: Crepes de queijo e nozes.

Prato principal: Coq au vin, feito com galinha caipira, cogumelos, cebolinhas e bacon com arroz branco.

Sobremesas
As já tradicionas Pastiera de Grano, Tiramisù, Bavarese de Chocolate, Tarte Tatin de Pera, Creme Brulée e Torta de Maçã.

O ambiente e a comida estavam excelentes, como de costume.

Devido à falta de diversos confrades, a degustação contou com apenas seis vinhos, sendo que dois deles eram do mesmo produtor, porem de safras diferentes, com níveis alcoólicos variando entre 14 e 15% 
 

A seguir uma breve descrição dos vinhos degustados:

Clos de L'Oratoire des Papes 2005      
Produtor: Ogier Cave des Papes 
País/Região: França/Chateauneuf du Pape      
Graduação alcoolica: 14.5%        
         
Les Petits Pieds d'Armand 2003
Produtor: Domaine des Relagnes 
País/Região: França/Chateauneuf du Pape      
Graduação alcoolica: 14% 
         
Domaine de Marcoux 2006       
Produtor: Domaine de Marcoux   
País/Região: França/Chateauneuf du Pape      
Graduação alcoolica: 15% 
         
Les Bartavelles 2006       
Produtor: Jean Luc Colombo      
País/Região: França/Chateauneuf du Pape      
Graduação alcoolica: 14% 
         
Les Cailloux 2004  
Produtor:  Lucien et andre Brunel
País/Região: França/Chateauneuf du Pape      
Graduação alcoolica: 14% 
         
Clos de L'Oratoire des Papes 2006      
Produtor: Ogier Cave des Papes 
País/Região: França/Chateauneuf du Pape      
Graduação alcoolica: 14.5%

Vale a pena prestar atenção nas diferentes composições dos vinhos degustados

Vinhos degustados


Os Chateauneuf du Pape são vinhos excelentes e devem ser bebidos jovens. Os vinhos degustados eram bem alcoólicos, entretanto muito agradáveis de ser bebidos. São vinhos macios e frutados, com excelente sabor. No nariz, pudemos perceber aromas de ameixas maduras, cereja e framboesa, alem de, em alguns casos, aromas intensos de violetas e especiarias. Para alguns dos confrades, o 2003 já apresentava alguma oxidação.

O painel apresentou resultados bastante diversos, sendo que o vinho que ficou em último lugar, o Les Bartavelles 2006, foi escolhido o segundo melhor vinho por um dos confrades e o pior para outros 3. O segundo melhor vinho da noite, o Les Cailloux 2004, foi considerado o melhor por dois confrades, o segundo melhor por um terceiro e o pior vinho por um outro, ficando somente 0,3 pontos atrás do primeiro colocado.

O Campeão da noite, foi o Domaine de Marcoux 2006, importado pela Cellar, que ficou em primeiro lugar apesar de não ter sido considerado o melhor vinho por ninguem, arrebatando entretanto 4 segundos lugares.
Vejam os resultados completos abaixo.
No nosso próximo encontro, no dia 16 de Dezembro, quando degustaremos Riesling ao redor do mundo. Até lá....

sábado, 13 de novembro de 2010

Châteauneuf-du-Pape - Castas utilizadas

O Châteauneuf-du-Pape é tradicionalmente citado como permitindo treze variedades de uvas a serem utilizadas, mas a versão 2009 das regras da AOC, listam na realidade dezoito variedades, já que as versões blanc (branco), rose (rosa) e Noir (preto) de algumas uvas são explicitamente mencionadas como variedades distintas. Já na versão anterior das regras da denominação, Grenache e Picpoul foram associadas com diferentes normas de poda em suas versões noir e blanc, elevando o número de variedades mencionado anteriormente, de treze para quinze.

As variedades tintas permitidas são Cinsaut, Counoise, Grenache Noir, Mourvèdre, Muscardin, Piquepoul Noir, Syrah, Terret Noir e Vaccarese (Brun Argenté). As variedades brancas e rosa são Bourboulenc, Clairette Blanche,
Clairette Rose, Grenache Blanc, Grenache Gris, Picardan, Blanc Piquepoul, Gris Piquepoul e Roussanne. (As variedades não expressamente mencionadas antes de 2009 são Clairette Rose, Grenache e Piquepoul Gris Gris).

Tanto as variedades tintas e brancas são permitidas em Châteauneuf-du-Pape tinto e brancos. Não há restrições quanto à proporção de variedades de uvas a ser utilizada, e ao contrário de muitas outras denominações, as castas permitidas não são diferenciadas em variedades principais e acessórias. Desta forma, é teoricamente possível produzir um Châteauneuf-du-Pape varietal de qualquer uma das dezoito variedades permitidas. Na realidade, a maioria dos Châteauneuf-du-Pape, são blends dominados por Grenache.

Com 72% do total da superfície vitícola, em 2004, a Grenache Noir é muito dominante, seguida pela Syrah com 10,5% e pela Mourvèdre com 7%, sendo que ambas têm se expandido nas últimas décadas. Cinsaut, Clairette, Grenache Blanc, Roussanne e Bourboulenc cobrem aproximadamente de 1 a 2,5%, e as sete variedades restantes, contam com aproximadamente 0,5% ou menos.

É comum o cultivo da vinha como gobelets (bushvine), e este é o único sistema de formação permitido para as quatro primeiras variedades tintas. A produção está restrita a duas toneladas por acre.

Os vinhos tintos

Na maioria dos Châteauneuf-du-Pape tintos, Grenache noir é a variedade mais comum, embora alguns produtores utilizem uma maior proporção de Mourvèdre. A Grenache produz um suco doce que pode ter quase a consistência de uma geléia quando muito madura. A Syrah é tipicamente misturado para dar cor e especiarias, enquanto a Mourvèdre pode adicionar a elegância e estrutura ao vinho. Algumas propriedades produzem varietais (100%), Grenache noir, enquanto alguns poucos produtores insistem em usar, pelo menos, um montante simbólico de todas as treze variedades permitidas em seu blend. A única propriedade que produz todas as treze variedades e a utiliza com consistência no seu blend, é o Château de Beaucastel.

Os Châteauneuf-du-Pape tintos são geralmente descritos como terrosos, com sabores de caça e indicios de alcatrão e couro. Os vinhos são considerados duros e tânicos, em sua juventude, mas mantêm sua rica caracteristica picante, quando envelhecem. Os vinhos apresentam frequentemente aromas de ervas secas comuns na Provence sob o nome de garrigue. Os Châteauneuf-du-Pape dominados por Mourvèdre tendem a ser mais tânicos, exigindo um período maior de guarda antes de serem consumidos.

Os vinhos brancos

Os Châteauneuf-du-Pape brancos são produzidos com a exclusão das variedades tintas e usando apenas as seis variedades brancas permitidas. As castas brancas contam com 7 por cento do total da area plantada, de acordo com estatísticas de 2004, e um parte delas é utilizada no blend dos vinhos tintos, o que significa uma produção de vinho branco de apenas cerca de 5 por cento do total.

Nos Châteauneuf-du-Pape brancos, a Grenache Blanc e Roussanne fornecem frutado e “fatness” ao blend, enquanto Bourboulenc, Clairette e Picpoul adicionam notas de acidez, floral e mineral. O estilo dos vinhos varia de “lean” e minerais a oleosa e rica com uma variedade de aromas e notas de sabor - incluindo amêndoa, “star fruit”, anis, funcho, madressilva e pêssego. Um varietal de Roussanne, amadurecido em barris de carvalho de envelhecimento, é feito por alguns produtores. A maioria dos brancos são feitos para ser bebido jovem. Alguns brancos Châteauneuf-du-Pape, são destinadas a guarda e tendem a desenvolver aromas exóticos e de cascas de laranja após 7-8 anos. Os vinhos rosés não são permitidos dentro da denominação.

Fonte: Wikipedia

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Châteauneuf-du-Pape

 


















Châteauneuf-du-Pape é uma AOC para vinhos produzidos próximo à vila de Châteauneuf-du-Pape, na região vinícola do Rhône, no sudeste da França. Esta é a denominação mais famosa do sul do vale do Rhône. Os vinhedos estão localizados em torno de Châteauneuf-du-Pape e nas aldeias vizinhas de Bédarrides, Courthézon e Sorgues, entre Avignon e Orange, e cobre pouco mais de 3.200 hectares ou 7.900 acres (32 km2). Mais de 110 mil hectolitros de vinho são produzidas aqui por ano. Mais o vinho é produzido nesta área no sul do Rhône, do que na totalidade do região norte do Rhône.

Clima e Geografia

A denominação se estende desde a margem leste do rio Rhône, perto de Orange, no noroeste, até Sorgues perto de Avignon, no sudeste. A altitude alcança 120 metros em seu ponto mais alto, na parte norte da denominação. Abrange 3.200 hectares de terra com pelo menos três diferentes tipos de solo ou terroirs. No norte e nordeste as famosas “galets roulés”, pedras redondas ou seixos que cobrem o solo argiloso. A rochas são famosas por manter o calor do sol abundante, 2800 horas por ano, liberando-o à noite, favorecendo o amadurecimento das uvas mais rápido do que na parte oriental da denominação, onde o solo é composto principalmente por areia, bem como no sul, onde o solo é mais arenoso. O poderoso vento mistral carrega a umidade para longe, intensificando o clima seco.

Terroir

O terroir característico de Châteauneuf-du-Pape vem de uma camada de pedras chamado galets. As rochas são geralmente quartzito e remanescentes das geleiras alpinas que foram suavizadas ao longo de milênios pelo Rio Rhône. A pedra mantém o calor durante o dia e o libera durante a noite, apressando o amadurecimento das uvas. As pedras também podem servir como uma camada protetora para ajudar a reter a umidade do solo durante os meses secos do verão. Algumas das mais prestigiadas vinhas na região, como o Chateau Rayas, têm uma aparência mais tradicional, sem as galets. Estas são na maioria das vezes vinhas situadas em encostas viradas para o sul, onde o calor nocturno irradiado pelas pedras seria prejudicial para as videiras e causaria a sobrematuração das uvas.

La Crau

La Crau é de longe a mais famosa vinha de Chateauneuf-du-Pape. Esta vinha é propriedade principalmente do Domaine du Vieux Télégraphe, um dos mais clássicos Chateauneuf, mas também o produtor Henri Bonneau mantém uma firme posição aqui. A vinha é muito rica nas referidas “galets roulés”.

Vinho Châteauneuf-du-Pape

Châteauneuf-du-Pape existe como vinho branco e tinto, sendo o tinto a grande maioria dos vinhos produzidos na região. As regras da denominação não permitem vinhos rosé. Os vinhos são normalmente embalados em pesadas garrafas de vinho escuras, gravadas com o emblema e a insígnia papal.

Fonte: Wikipedia